domingo, 8 de setembro de 2013

Educação Financeira: A primeira Semanada da nossa filha mais velha


Neste último dia 1 de Setembro de 2013 começámos a confiar à Madalena, a nossa filha mais velha, uma pequena quantia semanal, para que ela tome as suas decisões de uso do dinheiro.

Explicámos-lhe que o dinheiro pode ter três aplicações: gastar no que ela quiser até àquele montante (gomas, chupas, gelados, etc.), guardar/poupar para comprar algo de maior valor que ela escolha como seu objectivo, nem que demorasse um pouco a juntar e, por último, entregar um pouco a ajudar alguém, como ajudar alguma criança que entre num café a pedir para comer, ou outro que ela queira.

Explicámos-lhe que as despesas habituais das necessidades dela, naturalmente, continuavam a ser responsabilidade nossa.

Informámo-la que o comportamento dela poderá ter influência na semanada pela positiva ou pela negativa (prémios ou penalizações), dado que tem havido oscilações nesta área. No entanto, decidimos em privado que só o faríamos em último caso. Não é esse o nosso objectivo principal.

Para dar mais ênfase ao momento, fizemos isto num dia que calhou ser Domingo e fotografámos a situação para a tornar mais importante. Na foto, aparece a carteira do Pai em cima da mesa e o conjunto de moedas que perfaz o montante em causa, ou seja, a quantia foi-lhe entregue dessa forma.

A Madalena ficou muito contente com este passo e deu-nos uma grande alegria ver-lhe o brilho nos olhos.

A nossa filha tem nove anos e dentro de dias vai começar o 5º ano. Vai mudar de escola, deixando de ter a irmã, 22 meses mais nova, por companheira de dia-a-dia. Vai conhecer outros ambientes e colegas e enfrentar novas responsabilidades, reencontrar amigos e conhecer outros. Vai passar a ter de carregar o cartão para almoçar na escola.

Tivemos o cuidado e a preocupação de preparar o melhor possível esta transição. Fomos à escola com ela e mostrámos-lhe tudo o que estava disponível para ver: a sala de aula, nesta escola a sala é a mesma mudam os professores de sala consoante muda a disciplina, os recreios e reviu o Director, já dela e nosso conhecido.

Estamos confiantes de que este passo lhe mostrará o quanto gostamos dela e por isso também o muito que confiamos nela. O caminho faz-se caminhando, por isso veremos qual vai ser a evolução.



Nuno e Helena
Pais da Madalena
(e da Catarina)

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Crise, e agora ? Chorar ou vender lenços ...



A todos os amigos e aos outros,

Perante a crise ficar a chorar sobre o leite derramado não nos adianta nada. Só contribui para a depressão invididual e colectiva.
Depois de ouvir um certo Miguel a falar sobre a crise, achei a sua expressão de como enfrentar a crise muito feliz: "ficar a chorar ou estar na rua a vender lenços". Dou-lhe aqui os meus parabéns e presto-lhe aqui a minha homenagem porque considero esta forma de estar muito interessante.
De resto, todos nós temos momentos na vida mais fáceis e agradáveis e outros menos fáceis. Então a diferença, perante a mesma realidade, perante o copo que está a meio, é vê-lo meio cheio ou meio vazio. Para mim, o copo está sempre meio cheio. Parecendo um jogo de palavras, a diferença revela uma forma de estar na vida. Optimista ou pessimista. De quem consegue tirar sempre algo de positivo mesmo da realidade mais difícil. Há sempre qualquer coisa com que se possa aprender ou que tenha sido positivo.
Claro que se percebe que quem promove insistentemente as desgraças e só divulga noticias desagradáveis, tem algo a ganhar com isso, porque as más notícias também vendem.
Curiosamente, e por outro lado, as boas notícias também começam a vender, ou seja, há gente interessada em boas notícias, noticias de optimismo, há quem as procure ou vá atrás delas. Estas também atraiem atenção. Crescentemente, este fenómeno acontece.
Se cada um de nós fizer o que estiver ao seu alcance para ser positivo ou ver algo assim no seu dia-a-dia, as coisas podiam ser um pouco diferentes e este mundo melhor.
Pela minha parte vou continuar.

Nuno Rodrigues

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Emissão de Dívida esta semana: erro crasso...


Emissão de Dívida esta semana: erro crasso...


Não percebo como foi possível proceder a uma emissão de dívida soberana portuguesa esta semana, com o clima de incerteza política que se vive.
Claro, o resultado está aí com os juros pagos muito superiores ao que gostariamos e que vamos todos ter de pagar.
Se as necessidades de financiamento do país estão asseguradas por uns quantos meses mais, por que motivo houve emissão de dívida esta semana ? Se é conhecido que deverá haver novidades sobre o acordo político ou não acordo de PS, PSD e CDS, não se poderia ter esperado pela próxima semana ?
A gestão das condições de financiamento deve ser feita atendendo às variáveis relevantes desde logo com influência no preço do mesmo. Pelo que não consigo compreender de quem foi a iniciativa ou a autorização para uma emissão de dívida nestas condições.  Qualquer colega Economista ou Gestor concordará com esta perspectiva de que, de todo, esta semana não seria oportuna para emitir dívida.
Fica a sensação de haver pouco respeito pelo dinheiro do contribuinte, que é de todos e não de ninguém. Mas também não é do Governo, apesar de ser quem o gere. Depois todos pagamos a factura.
Para quem tem responsabilidades no financiamento de uma empresa ou uma instituição ou uma familia, uma decisão deste género e a irresponsabilidade que ela representa leva a pensar que competência tem quem a toma.
Afinal, quando aprendemos a escolher as pessoas para nos governar ?

Nuno Rodrigues
Quadro Empresarial

terça-feira, 17 de maio de 2011

KIVA.org Site de Microfinanciamento


 
Conheci este site há alguns meses onde se põem em contacto empreendedores com potenciais financiadores, numa lógica de microcrédito online a nível mundial, através de entidades locais de interface. Uma forma fantástica de financiar micro negócios e ajudar pessoas a sair da exclusão e da pobreza, em qualquer parte do mundo.
Criada em 2005 e com uma plataforma informática poderosa na internet, que serve de interface indispensável e fundamental entre financiadores e financiados, a Kiva promove um marketing bastante eficaz. Convém dizer que os fundos recolhidos são entregues a entidades locais de micro finanças que já fizeram uma triagem dos projectos e que, recolhidos os fundos para cada projecto, os entregam e acompanham o desenvolvimento dos mesmos. Naturalmente que a credibilidade destas é fundamental bem como o feed-back que vem das pessoas apoiadas e nos chega através destas entidades. Promove os contactos entre as partes, divulga os números bem como se classifica a sinistralidade de crédito. Não há como a tranaparência.
De realçar que se trata de um projecto privado de pessoas concretas, altos quadros de empresas que não dependem de apoios estatais de qualquer país. Esta realidade ganhou uma tal dimensão que hoje se tornou numa enorme plataforma mundial cujos números de montantes angariados, financiadores a cumprir esse papel, projectos apoiados, além de entidades locais envolvidas fala por si. Hoje (17/5/2011) os números atingiam 583.705 financiadores, 214 milhões de dólares angariados, 133 entidades locais de interface em 60 paises, taxa de recuperação de crédito de 98,75 %. Que banco, além do Grameen, atinge estes patamares ?
Desafio quem quer que seja a uma visita ao site e conhecer esta realidade.

Nuno Rodrigues

A importância da formação...



Todos sabemos que se atravessa uma fase dificil mas também importante porque apresenta desafios para os quais importa estar preparado. Ora a formação assume aqui um papel que pode fazer a diferença.
Traz competências e ensinamentos que nos puxam para cima e para a frente, que nos empurram na direcção correcta: melhor qualidade no que se faz, melhor relação preço-qualidade em produtos ou serviços, permite chegar comercialmente a mais clientes potenciaise, deter mais conhecimentos e com os mesmos ou menores custos. Formação significa também transformação da pessoa na medida em que fica mais rica, mais dotada.
Para além da opção, sempre respeitável, de se fazer formação por gosto pessoal, hoje tal é cada menos frequente e há sempre uma intenção de adequirir determinadas "ferramentas" para atingir objectivos especificos. Aumentar o rendimento, ser-se promovido(a) ou consolidar a função onde já se encontra, ou simplesmente manter a actualidade de determinada função, estão entre os objectivos mais procurados. A formação requer esforço, tempo e, muitas vezes, dinheiro.
Vale pena e é sempre um esforço bem recompensado. Quem não o perceber arrisca-se a perder o comboio da valorização pessoal, do aumento do rendimento ou do reforço da (re)empregabilidade.

Nuno Rodrigues

2011: Optimismo precisa-se !

Mais um Natal que acabou e preparamo-nos para acolher um novo ano. 2001.
Um ano que se antevê dificil, muito difícil. Em todos os aspectos.
Um aspecto diferente que gostaria de realçar é o da necessidade de chegar à raiz dos problemas para os poder encarar eficazmente.
O terrivel panorama social que enfrantamos em Portugal com o desemprego record, pessoas com emprego em sérias dificuldades, ausência de esperança e de ânimo em tantas outras, precisa de uma nova abordagem.
Precisa de se pregar alto e bom som que toda a gente tem condições para melhorar a sua situação, seja ela qual for. Como diz o Prof Yunus, do Bangladesh e do Grameen Bank, todo o individuo pode fazer algo e tem uma notável capacidade de sobrevivência. Por vezes só precisa de um pequeno empurrão. Pode até ser uma palavra de esperança e ânimo, que lhe abra novas e diferentes perspectivas. Por vezes, o ponto de apoio certo pode ser o trampolim indispensável para uma mudança significativa.
As pessoas cada vez menos confiam no Estado, porque já não confiam nos profissionais da política. Consideram-nos gente que apenas procura "tachos", quantas vezes sem competência nem qualificações para estar lá onde a "máquina" partidária o colocou. Por isso, não estejamos à espera que o Estado venha fazer a nossa parte. É preciso sermos fortes para encaramos as questões com optimismo moderado e com esperança no futuro. Ao mesmo tempo que nos devemos mostrar cidadãos conscientes e solidários.
2011 espera muito de nós, espera inovação e transformação com um sorriso nos lábios. Espera ética, moralidade e responsabilidade seja connosco seja
com os que nos rodeiam.
Desejo a todos os que vierem a ler estas palavras, um excelente 2011.


Nuno Rodrigues

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ausschwitz, 65 anos depois






Hoje é um dia muito importante para os judeus. Faz 65 anos que foi libertado o campo de concentração de Auschwitz, pelo exército russo.
De facto, aquele que foi a imagem de marca dos campos de extermínio de judeus, é porventura o maior símbolo de desrespeito e intolerância para com o diferente, neste caso, relativamente aos judeus. Muitos documentos, livros e filmes, têm sido produzidos sobre esta temática. O filme "O rapaz do pijama às riscas" é um dos mais violentos do ponto de vista psicológico. Não só pelas imagens mas também pelo argumento e a forma nua e crua como é reproduzido.
Não deixemos de informar e formar as nossas crianças sobre este fenómeno. Que tem transposição para os dias de hoje no que toca à agressividade e à intolerância, seja entre adultos seja entre as crianças. Falar com os nossos filhos sobre esta realidade é a forma de prevenir problemas maiores. Não é escondendo que se ensina o que deve e o que não deve ser. Espalhar a paz, semear a tolerância e a compreensão é a melhor maneira de prevenir qualquer conflito.
Pensemos nisto. Façamos alguma coisa para semear esta ideia.